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  Eu sou feliz e estou aqui
           E tu, onde estás  ?

Livro de visitas

                                   Olá amigos
Só agora tomei conhecimento deste site e quero-lhes dizer que tb estou aqui e que apesar do meu problema, perdi uma perna num acidente de carro, tb sou feliz. Sou feliz dentro do possível porque acho que não vale a pena dramatizarmos e como já estou assim há dois anos e meio, já era tempo de aprender a viver com esta limitação e reaprender a ser feliz. Sempre fui uma pessoa prática e nunca fui de ficar a chorar pelos cantos. Eu acho que se só temos uma vida, e eu poderia ter perdido muito mais do que uma perna naquele horrível acidente, podia ter morrido, mas Deus quis que eu continuasse a viver, mesmo que privado de uma das pernas, então, porque não tentar aproveitar o resto dos meus dias e tentar ser feliz ?
  Tenho pena das pessoas que vivem se escondendo atrás de desculpas só porque não têm coragem de ser felizes. Conheço muitas pessoas lindas e com tudo para serem felizes mas em vez disso vivem amarguradas e infelizes sem saberem o querem da vida. Enquanto outras, menos afortunadas, e com limitações físicas que vivem sorrindo e optimistas. O que me leva a concluir, que a verdadeira felicidade não depende de bens materiais nem de nada que venha de fora assim como não depende da nossa condição física, e é algo que nasce a partir de dentro. Que se constrói a partir das nossas experiências de vida e é um resultado de uma sabedoria e de uma grande tranquilidade interior adquirida.
Basta de arranjarmos desculpas para não sermos felizes. Basta de ambicionarmos aquilo que não se encontra ao nosso alcance. De derramar lágrimas em vão. De amargura e de desânimo. De revolta e de rancor. Chegou a hora de amar e de abrir o nosso coração para as pessoas á nossa volta e para o mundo. De perdoar. Porque só perdoando os outros nos perdoaremos a nós mesmos e conseguimos alcançar a paz interior. Vamos ser felizes e partilhar com os outros aquilo que nós temos. Vamos nos dar uma oportunidade de sermos mais felizes...

                             
Nuno Cardoso, 24 anos - Lx

Nunca tive um namorado

Perdi ambos os membros  num acidente, aos 7 anos de idade, e nunca tive um namorado. Das poucas vezes em que pude provar  o gosto de um orgasmo, foi através dos chamados "sonhos molhados", e da masturbação. Quando estou "muito nervoso", a minha mãe acalma-me manipulando o meu pénis com a mão...  A primeira vez em que isso aconteceu, devia eu ter uns 14 anos... Estava muito inquieto sem saber muito bem porquê e a minha mãe chegou-se ao pé de mim, e disse: "estás muito nervoso...", mandou-me que fechasse os olhos, destapou-me da cintura para baixo, e começou a masturbar-me. Nunca tive coragem de abrir os olhos enquanto a minha mãe me masturba, mas sempre que ela o faz, penso que a expressão no rosto dela, deve ser a mesma do meu pai, quando está a ordenhar a nossa vaca... 

                                              F., 36 anos


"Eu tive de amputar uma das pernas depois de um cancro ósseo, mas não deixei de ser feliz por causa disso. A principio eu sofri muito, a gente sempre sofre, mas passado algum tempo, já era hora de secar as lágrimas levantar a cabeça e
caminhar para a frente. E foi exactamente isso que eu fiz. E hoje eu costumo dizer: "perdi
um pedaço do meu corpo,  mas não
Perdi a minha vida..."

    Roberto Reis, 22 anos     

No fundo, somos todos um pouco deficientes. Física e intelectualmente. E não é necessário ter uma deficiência física que nos impeça de nos deslocarmos  facilmente, para não o fazermos. Conheço pessoas que não possuem nenhum tipo de limitação física, mas vivem presos a um sofá entregues á depressão e á falta de animo. Mesmo a maioria das pessoas com quem nos cruzamos todos os dias na rua, limita-se a repetir os paços do dia anterior e passam por esta vida sem deixar uma marca. Elas não se fazem deslocar de cadeira de rodas mas recusam-se a dar dois paços sem ser de carro ou de transportes públicos. Podem ir onde quiserem mas vão sempre aos mesmos sítios. Podem fazer o que lhes apetece, mas repetem sempre a mesma rotina. Podem amar quem quiser mas vivem se queixando de desamor e de solidão. Podem rir e divertir-se, mas vivem inquietas e com medo... 
  Em resumo: quando por qualquer fatalidade do destino, ficamos subitamente privados de usar uma das partes do nosso corpo, só temos duas opções possíveis, entregar-nos definitivamente nos braços da auto compaixão e da amargura, ou reagir e seguir em frente, assumindo aquilo que nos aconteceu como mais uma lição de vida. Como uma oportunidade de ficarmos a conhecer melhor  os nossos limites. De nos aperfeiçoar-nos. De crescer por dentro. De ficarmos mais fortes...
                            A escolha é sempre só nossa.
                              Carlos, 27 anos, Odivelas


                                                             Meus amigos

Tomei conhecimento casualmente desse maravilhoso site e me confesso encantado.
Nunca sofri qualquer tipo de mutilação, mas sempre alimentei especial atenção por pessoas deficientes. Não por compaixão, ou coisa parecida, mas por um sentimento natural, que eu mesmo não sei explicar.
                              Estou aqui e gostaria de dialogar.
     Sou brasileiro e neste momento, muito feliz em parabenizá-lo pela brilhante iniciativa.

                                                      Um abraço bem latino.
                                                                  Ivaldo.