VIDAS ALTERNATIVAS
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Mas nem todos, decidem renunciar ao amor com um deficiente físico, pelas suas limitações. Ramos, 27 anos, tb, empresário, vive há dois anos com o Pedro, de 25, que perdeu uma perna num acidente de moto. "O Pedro pode não poder fazer as mesmas coisas que os outros rapazes fazem, como correr, ou simplesmente subir sozinho um lance de escadas, mas é o homem que eu amo e o mais maravilhoso que conheci", confessa.
"No sexo e no amor não há limites", diz Mário, 35 anos, deficiente físico desde 1998, quando perdeu ambas as pernas. "O nosso físico muda, mas a cabeça não. Não ia deixar de me sentir atraído por homens, por pessoas, apaixonar-me, amar só por estar numa cadeira de rodas. Apesar do meu físico já não ser o mesmo, eu continuo vivo e as funções sexuais tb continuam funcionando perfeitamente.
Hoje eu estou mais paciente, mais maduro. E tento achar-me uma pessoa normal. Eu acho que foi uma injustiça o que me aconteceu, uma fatalidade, uma coisa que não precisava de me ter acontecido. Eu era um rapaz feliz, cheio de vida, ambições e sonhos, e de repente... Fiquei assim, um corpo preso numa cadeira de rodas.
Eu agora já convivo bem com isso, mas não aceito. Muitas vezes, acontece-me adormecer e sonhar que continuo a ter as duas pernas. É uma sensação tão boa poder andar, correr, saltar e poder sentir os pés batendo no chão... E quando acordo, e percebo que foi tudo um sonho, sinto uma dor tão grande, tão grande dentro de mim, que só me apetece morrer. Apesar de tudo, continuo sonhando com o dia em que, finalmente, irei encontrar um homem que me aceite e ame tal como sou..."
O destino de Mário pode ser tb o teu amanhã, ou ainda hoje, hoje, quem sabe ? E nessa altura vais poder perceber que continuas com um coração para amar, apesar de te faltar alguma coisa que te faz sentir diferente e... indesejado, pela sociedade.


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