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Amar
um deficiente físico

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Eles perderam algo que não poderão recuperar jamais... Mas continuam precisando de ser amados e de amar, tal como nós.


Daniel é um homem encantador... Inteligente e realista, ás vezes, olha-me com aquele ar calmo de quem sabe das coisas, sorri terno e calado. Outras vezes, encosta a cabeça no meu ombro para falarmos dos nossos medos, alegrias e sonhos. Uma vez, ele disse-me que só conseguia sonhar quando estava ao meu lado. Disso, eu nunca me vou esquecer. Quando o conheci, ele já tinha sofrido o acidente que o deixou paraplégico. Tinha 16 anos, e eu 15. Ficámos amigos sem problema nenhum.
A primeira vez em que fizemos amor, eu já tinha 19 anos, e tudo aconteceu de uma forma natural. E tive de aprender a conhecer e a lidar com o corpo dele. Sempre com todo o carinho e conversa. O pior, aconteceu quando a família dele começou a desconfiar da nossa "amizade". Foi um problema. Não foi nada fácil até eles, finalmente, entenderem que o Daniel tinha todo o direito de viver a sua própria vida e da forma que entendesse", conta-nos Rafael, 32 anos, professor de liceu.
   Quantos homens mais ousariam apaixonar-se por um «aleijado» ? Se ele for rico, ou possui pelo menos rendimentos suficientes para viver razoavelmente, isso pode facilitar muito as coisas. Mas o que dizer de um homem, nessas mesmas circunstâncias, que ainda por cima precisa de ganhar para sobreviver ?
"Quando conheci o Nuno, fiquei completamente fascinado com ele, por ser o "aleijado" mais bonito que eu já alguma vez vira. Estava paralisado nas pernas e andava com cadeira de rodas. Era moreno e tinha um rosto lindíssimo. Comecei logo a imaginar como seria fazer amor com um homem assim. E quanto mais pensava nisso, mais tinha vontade de experimentar. Até que certo dia não resistimos, e nos beijamos na boca. Ele acabou confessando que tb sempre se sentira muito atraído por mim mas que não tivera coragem para o admitir nem para ele mesmo. No fim de semana seguinte aproveitamos o facto dos pais dele terem saído para fazer compras no hipermercado, e fizemos amor na cama dele.
Apesar do seu problema nas pernas, a parte sexual funcionava perfeitamente e ele teve uma surpreendente erecção. O pénis era de tamanho bem generoso e muito bem feito. Adorei fazer amor com ele apesar das suas limitações. E gostei tanto que acabei por me apaixonar por ele e ele por mim. Só que, alguns meses depois, acabei percebendo que nunca poderia viver completamente feliz e realizado ao lado de alguém com essas limitações, porque ele não podia trabalhar e desse modo seria difícil planear um futuro a dois, e eu sempre fui muito ambicioso", conta Carlos, 37 anos, empresário.

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