VIDAS ALTERNATIVAS
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Na manhã seguinte, acordei muito cedo e lembrei-me que havia sonhado com o rapaz.

... empurrava-lhe a cadeira de rodas sobre um campo imenso de papoilas... Riamos muito e gritávamos de completa felicidade.

De repente,  exaustos, deixámo-nos cair  sobre as papoilas abraçados, e fomos  rolando no chão...

Depois, ele pousou a cabeça sobre o meu braço, e enquanto  me sorria com doçura,  fui descendo a minha boca ao encontro da sua e beijei-a com ardente paixão...

                           
                           
Na manhã seguinte, despertei na solidão do meu quarto, com a boca a saber a morangos...

Disposto a voltar a encontra-lo, decidi assumir a  função de ajudante de jardineiro.

Afinal, eu gostava tanto de plantas, e já lera tantos livros sobre jardinagem, que dificilmente daria um mau jardineiro.

E foi assim, que inesperadamente, me tornei num ajudante de jardinagem. E, passava os dias arrancado ervas daninhas e compondo canteiros na companhia de Daniel.

E cada dia que passava, ficávamos mais íntimos.

Antes de eu ter aparecido, ele vivia encerrado por detrás do portão da sua casa maravilhosa, super protegido pela família, raramente saia.

Mas depois de eu lhe ter revelado toda a verdade, do qual nos rimos bastante, despedi-me da minha breve função de ajudante de jardineiro, e assim, já tínhamos mais tempo para podermos sair e divertir-nos longe do olhar controlador da sua família, que apesar de achar a nossa amizade bem vinda, encaravam-na com uma certa desconfiança...

No nosso primeiro passei-o, levei-o ao palácio da Pena, onde ele só tinha estado uma vez, com os país, e aproveitamos para namorar, muito!, entre as árvores do parque sem nos importarmos com o olhar chocado, de algumas pessoas que por vezes nos surpreendiam nas poses mais românticas.

Estávamos tão felizes por estar juntos, que tudo á nossa volta deixava de ter muita importância e já não havia nenhum tipo de preconceito nem maldade no mundo, que nos pudesse atingir. 

Quando estamos apaixonados é como se a outra pessoa nos completasse e ai, perdemos todos os medos e inseguranças que sempre nos impedem de ser verdadeiramente felizes.

Daniel, pela sua limitação física, e pela sua homossexualidade, sempre se sentira duplamente inferiorizado,
incompleto...

E eu, apesar de não possuir nenhum tipo de limitação física, sempre me sentira igualmente inferiorizado por não poder assumir abertamente as minhas opções sexuais.

Passei a maior parte da minha adolescência sem poder expressar o meu lado homossexual. Ansiando ter um namorado,  iniciar a minha vida sexual, e ter amigos gays com quem pudesse partilhar as minhas duvidas mais intimas. 

Mas nem eu nem Daniel podíamos fazer mais nada quanto ao nosso passado, mas estávamos disposto a lutar por um futuro melhor, onde pudéssemos viver plenamente a nossa felicidade e unir os nossos destinos. 

E para isso, estávamos dispostos a enfrentar as nossas famílias, e o mundo, se preciso fosse.

Mas, nenhum preconceito no mundo, nos iria mais conseguir impedir de ficarmos juntos e de sermos felizes...


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