VIDAS ALTERNATIVAS
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"A bioquímica do corpo é um produto da consciência. Crenças, pensamentos e emoções criam as reacções químicas que sustentam a vida de cada célula. Uma célula que envelhece, é o produto final da consciência que se esqueceu de como permanecer jovem"
   Deepak chopra

"Tenho medo
         de ficar velho"
                         
                     Estás preparado para envelhecer ?

Um dos medos mais angustiantes de muitos
homossexuais é o de envelhecer.
Influenciados pelo estereotipo da "bicha" velha,
patética e solitária, e mergulhados numa cultura que valoriza excessivamente a beleza e a
juventude, muitos gays vivem em permanente aflição pelo passar dos anos.

Solidão, amargura e abandono são alguns dos sentimentos expressos como parte da fantasia de envelhecer como
homossexual. Culto ao corpo exagerado, uso e abuso de
tratamentos estéticos e adopção de estilos de vida jovem são algumas das formas concretas que muitos encontram para
lidar objectivamente com esse medo.

Porém, por melhores que sejam os resultados aparentes dessa luta contra o tempo e mais eficazes os mecanismos de defesa e negação da realidade, não há como evitar, pelo menos  definitivamente, as transformações que o processo de envelhecimento traz nas nossas vidas.

Para nós homossexuais, esse processo implica, além das
dificuldades naturais decorrentes das mudanças físicas,
alterações na saúde e preocupação com o futuro, também questões relativas ao duplo preconceito - de idade e de
orientação sexual - da sociedade em geral, e da comunidade homossexual em particular. A nossa comunidade, fortemente orientada para a juventude, não provê muitos espaços e
oportunidades para a conviver em harmonia entre as
diferentes gerações e não parece muito interessada em
aproveitar a enorme riqueza que essa convivência pode
oferecer.

Condicionados que somos a nos sentirmos física e
emocionalmente atraídos por um padrão muito limitado de beleza e juventude, acabamos por excluir todos aqueles que não se enquadram nesse padrão e a desconsiderar a
experiência dos mais velhos como um bem a ser respeitado e valorizado.

Além disso, muitos homossexuais, em função do preconceito, têm de se afastar física e/ou emocionalmente de suas
famílias biológicas e, conseqüentemente não podem contar na maturidade com eventual suporte afectivo e/ou económico frequentemente oferecido pelo núcleo familiar. Situação que se  agrava quando a orientação sexual desses indivíduos não é reconhecida ou mesmo conhecida por seus familiares.

Também a ausência de filhos costuma gerar em alguns um sentimento de falta de "continuidade", muitas vezes
acompanhado por fortes sentimentos de frustração e de
ausência de um sentido maior para a vida.

Ainda que esse quadro pareça sombrio e aparentemente sem saída, é importante ressaltar que muitos homossexuais, a despeito de todas as dificuldades aqui descritas, são capazes de se adaptar plenamente ao processo de envelhecimento e de extrair o máximo de cada uma das diferentes fases da vida. São normalmente indivíduos que desenvolveram alto grau de auto-aceitação e conseguiram resolver
satisfatoriamente os principais conflitos relacionados à
sexualidade.

Indivíduos que sentem que a vida valeu a pena, que se
realizaram em áreas importantes e que continuam a
encontrar alegria, satisfação e inspiração nas suas vidas,
independentemente da idade. Possuem geralmente uma
auto-estima
Alta e uma auto-imagem positiva e como resultado,
sentem-se menos vulneráveis em relação aos ditames
da cultura dominante, seja ela hetero ou homossexual.

"Os seus caminhos, embora sempre pessoais, têm em comum a apreciação, tanto pela promessa estimulante da juventude, como também, pela riqueza estimulante da
maturidade"... 
 
Klecius Borges.  (In G Magazine)

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Leituras recomendadas sobre o tema
Titulo: Corpo sem idade mente sem fronteiras
Autor: Deepak Chopra
Editora Rocco


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"Sempre nos vemos com 10 anos menos..."


"Antes do 30, eu sempre costumava repetir que não me preocupava com a ideia de um dia ficar velho. E achava que nessa altura, iria encarar esse processo de uma forma muito natural. Mas, depois de ter feito 30, comecei a notar certas mudanças no meu corpo, que por eu costumar fumar demais e não fazer nenhum tipo de exercício, começou a perder as formas e  a ganhar peso a mais. Para cumulo, li numa revista que a gente se vê sempre com 10 anos a menos... E essa minha inquietação ainda aumentou mais depois de eu ter andado a perguntar a quase todas as pessoas que conhecia, que idade é que dariam a si mesmas. E, quase todas, se deram bastante menos idade do que aquela que realmente aparentavam ter. E isso, foi a  gota de água que faltava para eu entrar em depressão ...
Mas, passado algum tempo, decidi reagir. Comecei a cuidar do corpo, fazendo exercícios, usando cremes, e praticando uma alimentação saudável, e até deixei definitivamente de fumar. E o resultado disso percebo-o cada vez que me olho no espelho e me sinto satisfeito com a imagem que este me devolve,  ou pela forma como os homens olham para mim...
Como alguém já disse, "antes dos 30
temos o corpo que a natureza nos deu, mas depois dessa idade, temos o corpo que merecemos."

           Fernando Costa, 33 anos

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